Blog Apóstolo Freitas

Data: 12/08/2010

I CONGRESSO REJUBILANDO FOI UM GRANDE SUCESSO

Nos dias 30 e 31 de julho e 01 de agosto de 2010, de sexta-feira a domingo, a Rede Juvenil da Igreja Batista Betuel (REJUB) realizou o I Congresso Rejubilando – Uma Nova Geração Para Um Novo Tempo. Foi um grande sucesso, graças a Deus! Muitas vidas foram salvas, todos foram renovados, abençoados e uma grande e vibrante unção de alegria marcou todos os dias do congresso juvenil.

Uma multidão de jovens e adolescentes reuniu-se para adorar ao Senhor Jesus desde o primeiro dia, 30 de julho, numa sexta-feira. O Ministério de Coreografias e Danças da REJUB abriu o Congresso com uma coreografia belíssima sobre o tema Nova Geração, levando todos os presentes a vibrarem de alegria e de entusiasmo. O Ministério Palavrantiga, com as belas canções do seu cd volume I, conduziu a todos em uma autêntica noite de adoração com a palavra cantada, lembrando-nos que somos casa de Deus, feitos de barro, carentes do socorro divino e que precisamos viver em amor que nos faz um. O Apóstolo Freitas pregou a palavra, usando o texto de Salmos 119.11,105, afirmando a todos os ouvintes que uma geração que teme ao Senhor é aquela que guarda sua palavra e anda nos seus caminhos. Ao final, todos alegres se abraçaram e compartilharam as grandes bênçãos recebidas na primeira noite.

No sábado, dia 31 de julho, mais uma multidão de jovens e adolescentes congregou-se para celebrar ao Senhor. O levita Marcos Windson, de Manhuaçu/MG, ministrou com grande graça e virtuosismo, com o seu cd Aos Teus Pés, levando todos a dançar, celebrar e quebrantar-se diante do Deus Altíssimo, que nos perdoou e nos faz correr velozmente, saciados por seu amor e graça. Os grupos de dança mais uma vez nos surpreenderam com uma dança alegre e vibrante. O Apóstolo Freitas pregou sobre a Mente de Cristo, imprescindível para uma geração cristã que almeja marcar e mudar histórias e geografias. Uma vez mais, todos foram para casa alegres e impactados pela segunda noite do Rejubilando.

No Domingo, dia 01 de Agosto, o encerramento do I Congresso Rejubilando foi com “chave de ouro”. Pela manhã, o Levita Marcos Windson ministrou de novo, com a mesma unção e alegria da noite anterior. Todos glorificaram a Deus durante toda a manhã. À noite, foi uma apoteose! A igreja ficou lotada – mais de 1000 adoradores – gente por todos os lados, nos corredores, em todos os cantos. O Cantor e levita Thalles Roberto, com suas canções do CD Na Sala do Pai, levou a multidão a uma celebração vibrante, apaixonada e verdadeira, onde todos reconheceram o Senhor Jesus como o Deus da nossa vida, Deus da força, Deus do Impossível, e desafiando todos a voltarem para os braços do Pai e nunca pararem sua Jornada de fé e de vitória.

A palavra de encerramento foi ministrada pelo Pastor Daniel Branco, que pregou sobre o Poder do Espírito Santo, que é como dinamite, que Deus concede àquela geração que se entrega totalmente nas mãos dele como os primeiros discípulos fizeram.

O I Congresso Rejubilando foi encerrado com uma canção vibrante cantada pelo Cantor Thalles, acompanhado pelo Ap Freitas, e logo aprendida por todos os presentes, declarando que fomos cheios do poder de Deus, para marcar nossa geração. Com essa certeza e com o coração cheio de alegria, todos foram para suas casas, já sentindo saudade e ansiando pelo II Congresso Rejubilando.

I CONGRESSO REJUBILANDO FOI UM GRANDE SUCESSO, clique nos links abaixo e confira as fotos!

Sexta-feira- 30 de Julho de 2010

Sabado- 31 de Julho de 2010

Domingo- 01 de Agosto de 2010

Data: 12/08/2010

“Esperei com paciência no Senhor e Ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.” (Salmo 40.1,2)

Em 1992, o ator Michael Douglas estrelou um filme, cujo título é “Um dia de Fúria”. Assim registra a sinopse do filme: “Preso em um engarrafamento num dia quente de verão, um homem decide abandonar seu carro no local e seguir para a casa de sua ex-esposa a pé. Porém, no decorrer do trajeto ele é gradualmente envolvido pela violência das ruas de Los Angeles. Avenidas congestionadas. O medo vive nas cidades. Nas lojas e restaurantes o cliente raramente tem razão. A pressão da vida nas grandes cidades incomoda qualquer um. Mas para Bill Foster (Michael Douglas), isso tudo é mais do que um incômodo. Para ele, chegou a hora de dar o troco. "Eu vou para casa", Foster diz enquanto abandona seu barulhento carro num dos dias mais quentes do ano. Em vez disso, ele caminha diretamente para um pesadelo urbano que se torna absurdamente engraçado e violento. Foster é um cara comum em guerra com as frustrações do dia a dia. E o também Vencedor do Oscar Robert Duvall interpreta o compreensivo policial o obcecado em impedir a violenta caminhada de Foster. Um Dia de Fúria é a história desses dois homens, um suspense alucinado e não convencional que pergunta: "estamos perdendo a calma?”

Parece que muitos de nós e, às vezes, cada um de nós, vivemos dias de fúria. Aqueles dias em que nada dá certo, que parece que o mundo vai desabar em nossa cabeça e que quase pedimos pra morrer! Nessa hora, a paciência vai embora, o sangue ferve e ai da pessoa que estiver perto!

Como é difícil ser paciente. A pressa e a agitação fazem parte dos dias atuais. Até as crianças são extremamente agitadas e inquietas. Mas, como escreveu C. S. Robson “Há ocasiões em que Deus não pede nada de seus filhos, exceto silêncio, paciência e lágrimas.”.

Ninguém gosta de esperar. Se tiver fila, então, nem se fala. Gostamos do que é instantâneo, rápido e ágil. Somos a geração do “fast-food”, da internet veloz, do celular, dos carros, aviões e meios de transportes altamente rápidos, do e-mail que atravessa o mundo inteiro em segundos, das imagens e notícias que chegam tão velozes, transformando o mundo em uma imensa aldeia global.

Quem vivia há cinquenta anos passados não tinha esta velocidade toda, esta comodidade toda, estas facilidades todas. Somos privilegiados. Entretanto, apesar de tanta tecnologia, continuamos inquietos, impacientes, frustrados, ansiosos e cada vez mais neuróticos e dependentes de remédios e de terapias.

Não temos paciência com que é devagar. Não respeitamos aquelas pessoas que, a nosso juízo, são lentas e queremos apressá-las. Queremos completar as frases das crianças e dos gagos. Queremos adivinhar o pensamento dos outros e nossos diálogos vão ficando cada vez mais monossilábicos e silenciosos. Não sabemos ouvir ou prestar atenção nas pessoas, principalmente aquelas que nos amam e estão mais próximas de nós.

Por isso tudo, julgamos que Deus poderia nos atender mais rápido; afinal a vida passa e não temos tanto tempo. Falta-nos a paciência e a calma necessárias para esperar em Deus. Devemos lembrar um provérbio Holandês, que diz: “Um punhado de paciência vale mais do que um barril de talento.”.

Somos como crianças em um parque de diversões, atraídas por tantos brinquedos, luzes, cores e barulhos diversos. Estamos atônicos e confusos. A multiplicidade de opções nos deixa sem opção. Estamos inebriados de tanto prazer e queremos tudo em um só tempo, e não temos tempo para desfrutar de tanta coisa.

O ativismo nos adoeceu, nos tornando frios, materialistas e sem alma. Estamos vivendo o que disse Jesus Cristo: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mt 16.26).

Responda mentalmente a essas perguntas: Você e seus familiares tomam, pelo menos, uma refeição juntos? Você se irrita com facilidade ou supera com bom humor e resignação as dificuldades do dia? Sua expressão facial é suave e você sorri com facilidade ou está sempre carrancudo e com a testa franzida? Você sabe ouvir os outros sem apressá-los e sem deixar que sua mente vagueie por outros lugares enquanto escuta?

Por isso, hoje, decida ser paciente e calmo. Ao levantar-se pela manhã, tenha calma, tome um bom banho, sinta a água caindo em teu corpo e o sabonete massageando a tua pele. Na hora do congestionamento, dentro do seu carro, coloque uma boa música e celebre aquele momento com Deus. Se estiver em um ônibus, aproveite para fazer novos amigos. Se estiver em uma fila, aproveite para ler um bom livro.

Na hora do almoço e do lanche, coma devagar e saboreie a comida! Fale devagar e pausadamente! Ouça as pessoas. Você verá quanta coisa estava perdendo. - Experimente sorrir para todas as pessoas que encontrar hoje e, em qualquer situação, diga em voz alta: Graças a Deus!

Ao chegar em casa, hoje à noite, fique perto de teus familiares, converse com eles e, principalmente, ouça-os. Tenha um tempo de qualidade para sua família. Converse com seu cônjuge – esposo ou esposa – e com seus filhos, antes que eles desistam e não queiram mais disputar um minuto na sua agenda.

É importante semear agora muito amor e atenção, ou seja, bons relacionamentos, pois chegará o dia em que muitos dariam todos os bens que acumularam em troca de um pouquinho de atenção.

Depois, por alguns minutos, desligue o rádio, a televisão, o computador, o celular, enfim, desligue tudo que possa roubar tua atenção. Respire fundo, ouça a voz de Deus e descanse, como uma ovelha nos braços do pastor amado.

Seja paciente com a vida, antes que seja paciente de um hospital. Seja calmo, antes que tenha de tomar calmantes. Seja humano e trate a todos como gostaria de ser tratado, antes que receba de volta o resultado de suas ações. Afinal, há um provérbio chinês que diz: “Com paciência, as folhas da amoreira tornam-se vestidos de veludo.”

Quanto às promessas de Deus, seja paciente. Deus é Fiel. O que ele prometeu ele cumpre.

 

Postado por: Ap Freitas
Data: 05/08/2010

Câmara homenageia pastor da Igreja Batista Betuel

Câmara homenageia pastor da Igreja Batista Betuel, o título de Cidadão Honorário foi entregue pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, no dia 13 de julho, ao pastor-presidente da Igreja Batista Betuel, José Geraldo de Freitas. A homenagem, solicitada pelo vereador Cabo Júlio (PMDB), foi realizada no plenário Amynthas de Barros e contou com a presença de cerca de 300 pessoas.

"A homenagem deve-se à história de vida de José Geraldo. O pastor também foi a pessoa que me estendeu os braços em um momento difícil de minha vida, e ajudou a reerguer-me", afirmou o vereador.

Natural de João Monlevade, José Geraldo de Freitas chegou em Belo Horizonte em 1969. Antes de se tornar pastor, iniciou sua carreira na Polícia Militar, como sargento e oficial. Hoje, faz parte do quadro da reserva não remunerada da PMMG e como presidente da Igreja Batista Betuel viaja pelo mundo ministrando o Evangelho.

Emocionado com a homenagem, o pastor disse que, como cidadão belo-horizontinho, sua responsabilidade vai aumentar. "A grandeza de um homem repousa em reconhecer suas limitações, e um verdadeiro homem se reconhece por sua coragem de se levantar, fazer o caminho de volta e recomeçar", comentou.

Também estiveram presentes na reunião a vereadora da Câmara Municipal de Sarzedo, pastora Gisele Keile de Oliveira Pacito; o vice-presidente da Igreja Batista Betuel, pastor Armando da Silva Veloso e o pastor Paulo Roberto Campos.

Responsável pelas informações: Superintendência de Comunicação Institucional.

Renata Mota

Assessora de Comunicação do Vereador CABO JÚLIO (PMDB)

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Data: 25/11/2009

....mas daquele dia e hora ninguém sabe....” Mt24.36

A toda hora e, de tempos em tempos, somos bombardeados com filmes especializados em grandes cataclismas e, sobretudo, sobre o apocalipse. Todos eles baseiam-se nos mesmos manuais: - ora buscam no Apocalipse ou Revelação escrito pelo Apóstolo João; ora buscam nos escritos das antigas civilizações, ora descobrem escritos ou tradições orais de loucos e desmiolados de todas as eras e estações.

Já vivemos atordoados pelo alinhamento dos planetas na década de 80, quando afirmavam que tal alinhamento traria grandes tragédias e, também, poderia acelerar a volta de Jesus Cristo. Veio a data do monumental evento e, simplesmente, nada aconteceu. Outros gritavam pelo mundo: “de mil passará, mas a dois mil não chegará”- e garantiam que isso estava na Bíblia. Só se for na bíblia deles e de um tal de Nostradamus – profeta que ficou bem em alta nas décadas finais do segundo milênio!

Seitas ploriferam no mundo e um de seus sinais mais presentes é tentar advinhar o dia final, o dia em que, como escreveu o Apóstolo Pedro, os elementos ardendo se desfarão e a terra tornar-se-á em fogo...

Passado o frenesi das passagens do primeiro e do segundo milênios, inclusive com o bug do milênio, entremeadas por profecias e profetadas de todos os tipos e espécies, onde malucos, falsos profetas, e até membros de conhecidas religiões, vaticinaram que o fim havia chegado, proclamando-se arautos e oráculos de Deus e, alguns, bancando o próprio Deus, a bola da vez, agora, é o ano de 2012.

A tese do filme 2012- com estréia prevista neste mês de novembro/09 - é que os Maias – civilização antiga que habitou a América Central e o México até o Sec XV– calcularam e previram no seu calendário que o mundo acabaria em 2012 e seria com uma destruição terrível e apocalíptica.

É preciso, portanto, fazer algumas considerações:

- Um dos sinais que Jesus profetizou a respeito de sua segunda vinda, seria este abundante surgimento de falsos profetas e falsos cristos, que viriam com o propósito de enganar a muitos, inclusive aos escolhidos. Assim, muitos já vieram e muitos ainda virão, cheios de mentira e de falsidade, até que se manifeste o autêntico e verdadeiro;

- Jesus Cristo afirmou também que “daquele dia e hora ninguém sabe”. Ora, já que ninguém sabe, só Deus, qualquer um que defina uma data deve ser repelido e desacreditado, seja quem for – líder religioso de qualquer denominação ou seita – de qualquer classe social ou de qualquer lugar do planeta ou fora dele (pois há aqueles que esperam por naves extra-terrestres que marcaram data de vir e, até hoje não vieram, pois, ao que parece erraram a data ou a rota estelar!);

- O mundo passará por uma grande transformação, não há dúvida. O capítulo 21 do livro de Apocalipse começa assim: - E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra e o mar já não existe. Não podemos negar que algo tremendo acontecerá e trará profundo impacto sobre o mundo que conhecemos e sobre todo o universo.

- 2012 é hoje, é agora e é já! Em vez de preocupar-me com o final do mundo, eu tenho que pensar é como está minha vida, pois eu posso morrer a qualquer hora, inclusive hoje. Assim, o único dia que eu possuo é hoje! O ontem não existe mais e o amanhã ainda não chegou e é uma incógnita!

- Considerando, também, que não sei em que dia meus entes queridos vão morrer ou até quando irão viver, devo amá-los hoje, enquanto estão vivos e próximos a mim. Devo ser um testemunho vivo para eles, para que, vendo em mim a transformação que o Senhor Jesus Cristo efetuou, possam eles também renderem-se ao Senhor e passarem a viver para Deus.;

- É preciso, lembrar, também, o clamor do escritor do livro de Provérbios: “livra os que estão sendo levados à morte, detém os que vão tropeçando para a matança. Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura aquele que pesa os corações não o percebe? e aquele que guarda a tua vida não o sabe? e não retribuirá a cada um conforme a sua obra?”(Pv 24.11,12).

 

Postado por: Ap Freitas
Data: 24/11/2009

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. A advertência de Rui Barbosa (1849-1923) parece muito atual, e o risco é o descrédito com a política, as instituições e os valores.

Na contramão dessa desconfiança, o professor da PUC-Minas, da UFMG e diretor do Centro de Estudos Estratégicos do Estado (CEEDE), José Luiz quadros de Magalhães, propõe um resgate dos valores, como a honestidade, através do diálogo e do cuidado com as escolhas que fazemos na vida.

A mídia e especialmente a grande mídia tem vinculado a corrupção com o Estado e os políticos. Em primeiro lugar é importante lembrarmos que os vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, prefeitos, governadores e o presidente da república são representantes do povo, escolhidos livremente pelo voto secreto. Precisamos acompanhar o trabalho dos nossos representantes que devem atuar seguindo a nossa vontade e não mais votarmos naqueles que não cumprem corretamente as suas funções.

Em segundo lugar, não existe corrupção sem a presença de dois pólos nesta relação criminosa: o corruptor e o corrompido. Então por que a grande mídia fala apenas nos corrompidos que seriam, quase que exclusivamente, os políticos? Será que é possível corrupção sem os dois lados? E quem é o outro lado desta relação? Quem paga as campanhas eleitorais para conseguir contratos com o Estado posteriormente? Quem se beneficia dos gastos públicos em obras, em fornecimento de bens para a administração pública. Precisamos buscar o outro lado desta relação.

A corrupção não ocorre só na política e a política reflete valores presentes em nossa sociedade. Não podemos ficar eternamente colocando a culpa em políticos que nós mesmos escolhemos. A grande mídia que só coloca a culpa nos políticos quer na verdade desmoralizar o Estado e a democracia. Existe ainda um terceiro aspecto a ser considerado. Esta corrupção que se manifesta de diversas formas na sociedade não seria fruto de valores predominantes no mundo contemporâneo? Não seria a sociedade de consumo em que vivemos, onde as pessoas valem pelo que têm e não pelo que são, um fator preponderante nestas condutas? Será que uma sociedade fundada no individualismo, no egoísmo, na competição e na acumulação de bens tem futuro?

A competição e o individualismo, valores saudados como fundamentais em nosso sistema econômico se reflete de diversas formas na vida social. Vivemos uma sociedade da competição permanente: na TV os programas escolhem a melhor música; o melhor cantor; o melhor filme e nós reproduzimos isto no dia a dia quando escolhemos o melhor sanduíche, a melhor pizza, o melhor amigo, o melhor isto e o melhor aquilo. O problema da sociedade do melhor e que nós estamos desaprendendo a viver com a diversidade, com a pluralidade. Por que escolher a melhor música se podemos conhecer muitas músicas boas? Por que escolhermos a melhor pizza se podemos experimentar pizzas diferentes e boas? Por que as coisas não podem ser simplesmente diferentes?

A competição e o egoísmo se refletem em coisas pequenas do nosso dia a dia: desde o motorista do carro que não dá passagem; ao cara que fura a fila do cinema; o comportamento predominante é o “tenho que me dar bem e o outro que se dane”. É claro que uma sociedade fundada nestes valores não pode ter futuro. Isto pode virar uma guerra de todos contra todos. Precisamos resgatar a solidariedade e a noção de comunidade como valores sociais fundamentais. A solidariedade pode acabar com a corrupção, fruto da cultura de “se dar bem” a qualquer custo.

Não acredito que os políticos tenham uma responsabilidade maior na manutenção da corrupção. Os políticos não são a causa do problema. Como disse acima, a causa está, entre outros fatores, em uma sociedade que reconhece como valor supremo o sucesso pessoal representado pela acumulação de bens. É a sociedade do salve-se quem puder. Reparem que isto se reflete no seu dia a dia nas pequenas coisas: no trânsito; nas filas; no campo de futebol; no trabalho; na escola.

O normal não pode ser a corrupção pelo simples fato de uma sociedade não sobreviver muito tempo a este valor negativo. O destino da sociedade corrupta é o caos. É claro que é possível ser honesto, e mais, é possível se transformar em uma pessoa honesta. E é muito mais tranqüilo ser honesto.

Uma coisa importante é aprendermos com nossas experiências. Na difícil convivência nesta sociedade complexa fazemos escolhas ou somos levados pela correnteza do cotidiano por caminhos difíceis e que não escolhemos. Nenhuma pessoa é estática, o que significa dizer que o que somos hoje não seremos amanhã. Somos seres históricos. Logo, todos erramos, fazemos escolhas erradas ou somos empurrados como gado a situações que não desejamos. O importante é que mesmo errando podemos aprender com os erros e nos transformarmos em pessoas melhores. Ninguém está condenado a ser a mesma pessoa. Logo, nunca podemos reduzir uma pessoa a um predicado, uma pessoa será sempre uma pessoa, histórica e plural.

Outro dia recebi um folheto de propaganda de um curso no “sinal” de trânsito em que estava escrito o seguinte: “aprenda a vender o mesmo produto do seu competidor por um preço mais alto para o seu cliente.” Realmente questiono muito o valor passado por esta absurda sociedade da competição, onde o que importa é a vitória, a qualquer preço. Me pergunto até que ponto, alguns cursos de “administração e negócios” não ensinam isto. Bom, o efeito deste absurdo está na crise em que vivemos e que se instalou de forma mais radical no final de 2008. O neoliberalismo reproduziu estes valores negativos desde a década de 1980 e agora começamos a sentir os seus efeitos mais perversos. A crise foi gerada por estes valores que só podem resultar em ganância desenfreada.

Para estabelecer relações econômicas ou fazer negócios não é necessária a desonestidade. A desonestidade é fruto da perda dos limites em uma sociedade que idolatra a competição e o sucesso.

O problema maior no campo da educação é que esta se transformou, nesta sociedade de consumo, em um produto, e o estudante em um consumidor. Isto é o fim da escola. A pior conseqüência é que o estudante, muitas vezes, acredita que o objetivo do curso é o diploma e não o aprendizado. Isto é uma grande ilusão. Ora, se o objetivo é o diploma, o professor o aprendizado o curso enfim, passa a ser um obstáculo para se chegar ao diploma. Perde-se a percepção de que é o aprendizado que importa. Assim, em uma típica inútil relação de consumo o aluno compra a prazo seu diploma para depois pendurar na parede de sua casa. Existem cursos em que alguns estudantes saem piores do que entraram, em outros alguns saem ilesos.

O pior de tudo é quando encontramos estudantes que não querem saber: em meio a tanta informação disponível vivemos o fenômeno da incuriosidade.

É claro que é possível reverter este quadro: precisamos refundar nossa sociedade. Precisamos de solidariedade, fraternidade, diálogo, diálogo, diálogo... Não precisamos de tantas bugigangas, de tanto consumo; não precisamos do egoísmo e a competição deve ficar para a sadia competição dos esportes, onde deveria ser mais importante a diversão.

 

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